THIAGO SIQUEIRA DA SILVA
Incorporar os custos de mitigação de riscos no orçamento não é um luxo — é uma forma de proteger a viabilidade do projeto e evitar surpresas dispendiosas.
Três práticas são especialmente eficazes:
1. Diferenciar entre contingência e reserva gerencial
É essencial tratar a contingência como parte integrante do orçamento base, vinculada a riscos identificados e quantificados.
Já a reserva gerencial deve cobrir incertezas não previstas, com critérios claros de acesso e aprovação.
2. Quantificação realista baseada na matriz de riscos
O impacto financeiro de cada risco priorizado pode ser estimado com base na sua probabilidade x severidade.
Esta quantificação orienta a alocação de recursos de mitigação, evitando tanto o excesso quanto a negligência. Orçar sem considerar riscos é planejar em terreno instável.
3. Integração com ciclos de revisão e tomada de decisão
O orçamento de mitigação deve ser vivo.
À medida que os riscos evoluem, os recursos precisam ser realocados com agilidade. Por isso, é fundamental integrar a gestão de riscos ao processo de governança financeira, com checkpoints definidos.
Em resumo: prever o custo da incerteza não encarece o projeto — protege o investimento.
Orçamentos que ignoram riscos tendem a estourar; orçamentos que os integram, ganham credibilidade e resiliência.